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Meu nome é Victor Martins Sant’Anna, e nasci Como profissão, sou professor de Informática desde 1987 e
nos últimos anos tenho dado aulas de computação nos cursos de Administração e
Ciências Contábeis da FAPA aqui Em 1986 me associei a alguns amigos e criamos uma produtora
de vídeo (Spectrum Vídeo Digital de Porto Alegre - http://www.spectrumvideodigital.com/) e ajudei a redigir o roteiro
de vários vídeos premiados entre 1989 e 1993. Até hoje ajudo, de forma
eventual, a supervisionar os textos criados nos vídeos artísticos, mas
geralmente minha participação é mínima e consiste em reescrever os diálogos
para torná-los mais “naturais”. Sobre teatro, sou
apenas um escritor amador, não ganho absolutamente nada com o que escrevo e
nunca fiz teatro profissional: sou apenas um amante do teatro. Eu comecei a fazer
teatro amador em 1987 quando ainda estava no curso de Computação, nunca cheguei
a encenar nada, participei de alguns grupos, fiz algumas oficinas, fiz isso até
final de 1990. Nessa época escrevi alguns textos, mas ninguém que tenha lido
(amigos) mostrou qualquer interesse. Foi num grupo desses que conheci a mãe de
minha filha (fiquei casado com ela entre 1990 e 2000), parei de fazer teatro
quando casamos, mas ela continuou e se formou Um dos textos que saíram direto da gaveta para a Internet
foi “Vocês viram meu cachorro” (http://www.euquefiz.com/cachorro.html), que escrevi para tentar salvar meu casamento,
em 1999. Eu fazia mestrado em Ciência da Computação, não tinha tempo para nada,
meu casamento estava abalado pela minha falta de tempo e dinheiro. O texto foi
escrito para suprir um desses problemas de última hora: quando o autor do texto
“A História da Tigresa” (Dario Fo) resolveu cobrar direitos autorais (que antes
não cobrava) sobre o texto que minha ex-esposa (Patricia Ragazzon) ensaiava, a
peça dela teve de ser suspensa. Foi assim: Dario Fo ganhou o prêmio Nobel de Literatura e
resolveu cobrar direitos autorais ( A maioria desses
textos era autobiográfica em parte ou totalmente: meu texto “O Buraco” (http://www.euquefiz.com/buraco.html), que foi
um dos primeiros textos que coloquei na Internet (e que acabou sendo o
ponto-de-partida para que eu escrevesse mais), trata da época de depressão após
minha separação. Esta depressão durou vários anos e só começou a se dissipar
justamente na época em que escrevi esta peça, foi uma válvula de escape, uma
terapia. Nem era para ser uma peça de teatro, era para ser um desabafo, uma
carta, mas na medida em que fui escrevendo e me libertando aos poucos da dor,
comecei a vislumbrar as possibilidades do que eu escrevia como algo “teatral”.
Em certo momento, já estava escrevendo tudo como uma peça e não mais como apenas
um “desabafo”. Foi uma das minhas peças mais comentadas, embora muita gente
goste dela, ninguém ainda mostrou interesse em levá-la aos palcos (as comédias
acabam sendo as escolhidas)... Aos poucos fui
colocando outros textos na minha página... A verdade é que fiz isso com muito
receio de receber muitas críticas e esperava ficar "escondidinho" no
meu cantinho. Eu estava tentando não despertar muita atenção para não parecer
pretensioso... Eu queria mais era mostrar para os amigos, assim como eu já
fazia com fotos na Internet, por exemplo, algo totalmente pessoal... Na época
em que eu fazia teatro amador, as pessoas com que trabalhei (ou mesmo minha
"ex"), nunca haviam dado muita atenção aos meus textos, então eu não
tinha nenhuma pretensão quanto a eles e achei por bem já ir avisando que os
textos eram "gratuitos". Assim ninguém ficaria constrangido em
copiá-los, caso alguém chegasse a se interessar por eles! Fui adicionando
outros textos que estavam perdidos em minhas gavetas: "Outro Feliz
aniversário" (minha primeira peça escrita, de 1987 - http://www.euquefiz.com/felizaniversario.html) e outros textos da
década de 80 e 90, nem estavam "digitados" - passei para o computador
nessa época. Outros manuscritos (não terminados) eram apenas algumas anotações
num caderno dos personagens que eu criava para divertir minha filha e a mãe
dela quando eu ainda era casado (lá pela metade dos anos 90)... Esses escritos
viraram "O(A) noivo(a) virtual do Dr. Viktor Frankeinstein" (http://www.euquefiz.com/frank.html) e, como
dá para perceber, são apenas um monte de bobagens montadas em torno de dois
personagens (que eu fazia os dois ao mesmo tempo, por sinal, era quase um
monólogo de dupla personalidade improvisado). Quando eu achava engraçado o
suficiente anotava num caderno as frases e trechos que eu lembrava... Quando
tive minhas primeiras tentativas de encontro pela Internet lá por 2002 (dois
anos após a separação da mãe de minha filha), o fracasso desses encontros me
fez misturar os manuscritos reencontrados em uma gaveta com minhas experiências
sentimentais mal-sucedidas numa peça só... Por volta do ano de
2003 meus textos começaram, aos poucos, a ser encontrados e encenados por
grupos amadores de todo Brasil. Isso fez com que eu me dedicasse a escrever um
pouco mais e, sempre que tivesse tempo, terminava um novo texto, geralmente
algum esquete. Como gosto de escrever, os primeiros contatos eventuais depois
que pus meus textos na Internet, uma vez a cada três ou quatro meses, mais ou
menos, me inspiraram e me incentivaram a escrever novos textos... A partir de 2004
fiquei mais ousado e comecei a pedir sugestões de peças, que eu as escreveria
se me pedissem... Algumas pessoas começaram a pedir peças ou esquetes -
geralmente adolescentes precisando de peças para a escola, como foi o caso do
esquete “Laços (ou Herança) de Sangue” (em 2004 http://www.euquefiz.com/herancadesangue.html) - e como eu estava sem fazer
muita coisa na vida, havia perdido um de meus empregos (dava aula em duas
escolas e perdi metade das horas que eu dava) e só trabalhava 12 horas por
semana, sobrava tempo para esses pedidos eventuais... Outro esquete dessa "época de escrever sob
encomenda", foi "Meu nome é Jaberson" (2007 - http://www.euquefiz.com/meunomeejaberson.html). A idéia nasceu
assim: um adolescente de 16 anos me escreveu no final de 2006 e pediu que eu
escrevesse uma peça sobre a vida dele. Eu não sabia nada sobre a vida dele, por
isso a princípio recusei escrever: como eu poderia escrever uma peça sobre
alguém se as únicas informações que eu tinha sobre a pessoa eram o nome, o fato
de ter terminado a escola recentemente? Alguns dias depois eu tive uma
"faísca" e a peça foi escrita em poucos minutos e o Roberson (verdadeiro
nome dele) adorou o esquete que segue sendo um dos meus textos mais
representados por alunos em testes de teatro e disciplinas de cursos de Artes
Dramáticas. Pelo final de 2005
eu comecei e engrenar novamente em minha vida profissional. Passei a ter mais
turmas onde eu trabalhava como professor, conseqüentemente meu salário aumentou
e meu tempo diminuiu e também comecei a fazer disciplinas do curso de Ciência
da Computação (como aluno especial visando meu doutorado). Concomitantemente,
para meu espanto, meus textos começaram a ser cada vez mais solicitados,
principalmente depois que comecei a publicar os esquetes que fazia para as
pessoas que haviam me pedido... Só para dar uma idéia: em 2006 e 2007 eu
recebia um ou dois e-mails por semana por causa de minha página de teatro,
alguns comentando que pretendem encenar algum de meus textos ou esquetes,
outros pedindo para criar novos textos... Ficou inviável continuar escrevendo,
só havia me sobrado tempo no final durante as férias escolares, então meu ritmo
de criação diminuiu... Mas, enfim, meus textos ganharam um espaço próprio e
vivem quase que independentes de mim! [Parênteses: em 2006 tentei começar meu doutorado. Meu interesse é a área de Inteligência Artificial e
Educação, especificamente no tópico de vídeos inteligentes, já tenho a idéia e o conhecimento
técnico para criar o protótipo, mas falta ainda alguém que me aceite como
orientando, então vou adiando minha volta aos estudos] Mas, voltando a minha
história: A partir do final de
2007 conheci o humor stand-up (Comédia STAND-UP é um texto de humor para ser
"falado" diretamente para a platéia, sem personagens, sem maquiagem
ou cenário) e comecei a criar como brincadeira alguns textos para
"Stand-Up Comedy" (http://www.euquefiz.com/about.htm#standup). Esse tipo de apresentação vinha surgindo em várias
cidades do Brasil, com bares apresentando pequenos shows de até 15 minutos para
cada comediante, mas, apesar de ser o tipo de texto que mais é acessado em
minha página, pouca gente se interessa em representá-los (em comparação aos
meus textos de teatro). Além das peças de
teatro mantenho alguns blogs com poesias que escrevo de vez em quando para cada
amor “conquistado” ou “perdido”... Mas pouca gente se interessa por essas
poesias, pelo menos não do mesmo jeito que as peças de teatro... Além disso,
tenho alguns vídeos feitos por mim (desenhos animados amadores
"trash") e um deles, o vídeo "Lógica"
(http://www.youtube.com/watch?v=3kUnxnbhDVg), apesar de não ser nem de perto
meu melhor trabalho, em setembro de 2010 ultrapassou a contagem de 80 mil
exibições no Youtube. Em setembro de 2009 o livro com coletânea de meus monólogos é lançado em livro ("Stand-Up, Monólogos e Esquetes para um Ator Único") disponível (por enquanto) apenas pela Internet (http://www.euquefiz.com/livros.htm). Aproveitei para reunir todos os meus poemas rejeitados em concursos em um outro livro, "Poesias Desclassificadas" (http://www.agbook.com.br/book/14504--Poesias_Desclassificadas_V_21), sempre tem gente para ler as coisas horríveis que um autor desconhecido é capaz de criar... Em 2010, alguns de meus textos foram utilizadas em montagens que ganharam prêmios e também começo a ser descoberto e a ser utilizados fora do Brasil. Ainda oscilo entre fazer ou não meu doutorado em Computação ou entre investir ou não na minha carreira como escritor (profissionalizar-se ou não?) e pesam contra e a favor o fato de eu adorar dar aulas onde trabalho, adorar teatro, adorar programar, adorar os projetos de séries para TV que minha produtora adia por quase 20 anos e que deveriam ser levados adiante porque são muito bons. Somado a isso, minhas habilidades para a área de artes (pintura e escultura em arame) acabam sendo de tempos em tempos alvo de alguma dedicação e consomem meu tempo. Com tanta coisa para fazer, porque fazer apenas uma delas? Ao fazer tantas coisas ao mesmo tempo, como poderá ser possível ter sucesso em alguma delas? | FOTOS(clique na miniatura para obter as imagens em tamanho grande)![]() Foto 1- Abril 2010 1000x1000 ![]() Foto 2- Abril 2010 2000x2000 ![]() Foto 3- Agosto 2010 1500x1500 (em sala de aula) ![]() Foto 4- Setembro 2010 1500x1500 ![]() Foto 5- Abril 2010 2000x2000 ![]() Foto 6- Abril 2010 2000x2000 ![]() Foto 7- Setembro 2010 1500x1500 |